Colegio Militar

Instalações

 

1- Visão Geral da Sala de Armas

A sala de armas, muito vasta, está instalada num grande salão abobadado, com cerca de 25 metros de comprimento e 6 de largura, tendo em cada topo uma larga porta, ambas em ferro trabalhado e envidraçadas.

Dando-lhe um aspecto verdadeiramente surpreendente, há uma porta vitral, entre o expositor à direita que contém o Estandarte Nacional e o expositor à esquerda que contém o Guião do Colégio Militar.

A sala está guarnecida com armeiros verticais, em madeira, postados ao longo das paredes e ao centro, apresentando todo o armamento destinado aos exercícios militares dos alunos e, também, por ocasião das paradas militares e nas formaturas com armas que ocorrem nos dias festivos do Colégio.

É de salientar a existência de todas as bandeiras nacionais existentes antes da instauração do regime republicano, que por um decreto da Assembleia Nacional Constituinte aprovou, em 19 de Junho de 1911, a Bandeira Nacional actual. A presença de dois canhões decorativos dão um toque final no peculiar embelezamento desta sala.

 

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2 - Portal Vitral de Entrada

O Vitral foi desenhado pelo Desenhador José de Paula dos Anjos Poejo, funcionário do Colégio. O desenho contém vários motivos relativos ao Colégio - Guião, condecorações com o Colar da Torre e Espada circundando o vitral e símbolos das vocações militares para o ensino superior.

O Vitral foi colocado na Sala de Armas, quando da sua remodelação ( anos sessenta ), tendo sido executado numa vidraria perto do cemitério de Benfica. No vitral pode ler-se o seguinte: Projecto de Tito S. Alvito - Ex 176 / 1915; Ex J. Alves Mendes - 1966. A porta de ferro que antecede o vitral foi desenhada pelo Arquitecto Jorge de Oliveira ( ex-aluno).

 

3 - Armeiro Circular

Este armeiro circular, em madeira, sustenta as espadas de infantaria e os cinturões de cabedal. Estas armas são utilizadas na Instrução Militar e por ocasião das formaturas e paradas militares que decorrem em dias festivos do Colégio.

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4- Armeiro Vertical

Este armeiro vertical, em madeira, apresenta espingardas modelo Mauser e Manlicker. Estas armas de diferentes tamanhos, são utilizadas segundo as idades e, sobretudo, a robustez dos alunos, sendo as Manlicker ( na foto, as mais pequenas ) as que os alunos usam na 1ª e 2ª companhia e as Mauser na 3ª e 4ª companhia. São ao todo 520 funcionais, podendo ser consideradas museológicas.

 


 

Campo Polivalente

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 Actividades Equestres

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 Esgrima

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A Sala de Armas do Colégio Militar nasce pela mão do seu Fundador, O Cor. António Teixeira Rebelo, numa escola anexa ao aquartelamento de S. Julião da Barra, decorria o ano de 1803 tendo como Mestre de Armas o 1º Tenente Teotónio Roiz de Carvalho. Começa assim a existência da mais antiga Sala de Armas Nacional.
Com a passagem do CM de S. Julião da Barra para as actuais instalações no Largo da Luz, a instrução da esgrima passou a ser leccionada no ginásio descoberto, actual jardim da enfermaria, alternando com as aulas nas áreas das camaratas ( gerais ).
Com a construção do actual ginásio, que na sua planta original contemplava a sala de esgrima, passaram aí a ser dadas todas as instruções da modalidade. Por motivo de necessidade, a esgrima teve de deixar essas instalações, passando a funcionar nas salas laterais existentes ao lado do ginásio até 1983.

No inicio do ano lectivo de 1983/84 as aulas de esgrima voltam a ser dadas na Sala de Esgrima, com as dimensões de 22 x 11 metros, apresentando três pistas, das quais duas são metálicas. Todas as pistas estão electrificadas, com material de solo ou aéreo. A sala está equipada com material eléctrico para as 3 armas - Florete, Sabre e Espada
Actualmente a sala de esgrima funciona com alunos do 8º e 9º ano de escolaridade do CM. Frequentam as aulas de Esgrima em regime de ACC os alunos dos vários anos do CM. A Sala actualmente tem como Mestre - TCOR Hélder Alves.

 


 Futebol/Rugby

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Piscina de Interior

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O desaparecimento do ginásio em 19 de Fevereiro de 1941 alterou as necessidades de infra-estruturas e a respectiva prioridade. Fazia agora falta um novo edifício para a Educação Física que possuísse também uma piscina ao ar livre com as dimensões de 25m x 12,5m.
No ano de 1995 foram iniciadas as obras de recuperação e da cobertura amovível da piscina. No dia 3 de Março de 1996, no 193º aniversário do Colégio Militar, foi, depois de totalmente recuperada, reposta em funcionamento a piscina, parte integrante do edifício da Educação Física que fora inaugurado 47 anos antes.


 

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 A Pista de Atletismo em piso poroso apresenta cinco pistas. Esta pista tem a dimensão de 400 jardas, correspondendo a 333,33m, tendo sido arranjada há cinco anos. Por volta dos anos 40 o aluno 15 / 1942 - Roberto Ferreira Durão e o aluno 345 / 1940 - José Fernando Lopes Gomes Marques começaram o primeiro traçado desta pista, aplainando a terra, cortando as ervas, de modo a que se estabelecessem as condições mínimas para a prática de atletismo naquele local. 

 

 

 

 

 

 

Laboratório de Ciências Naturais

O piso térreo é aquele onde funcionam a Biologia e Geologia, com os seus laboratórios específicos e um biotério. Todas as salas de aula estão equipadas com material audio / vídeo.gulbenkian2

Esta sala de Microscopia possui 12 microscópios Leica 2000, podendo ser utilizados, um por cada aluno, nas actividades práticas. Nos armários superiores encontra-se material de vidro e nos armários inferiores material de dissecção.

As aulas práticas de identificação de constituintes químicos da matéria viva desenrolam-se na sala contígua à de Microscopia, equipada com bancadas, lupas binoculares e banho-maria. Nesta salas os alunos testam ideias científicas, utilizando para tal observações cuidadas e metodologias precisas. É assim que a Ciência progride.


 

Música

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O Colégio Militar tem duas salas de Música - uma, para o 2º ciclo e outra para o 3º ciclo. Cada sala está equipada com aparelhagem audio. Nesta sala de Música do 2º ciclo o equipamento musical consta de:

Metalofones

Piano de Cauda

Xilofones

Piano Vertical

Jogos de Sinos

Bateria

Pandeiretas

Caixas Chinesas

Tamborins

Congas

Triângulos

Carrilhão

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 Orfeão

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Biblioteca

1 - Breve Referência Histórica

Em 1904, a Biblioteca foi instalada no local onde actualmente se encontra. Mais tarde, em 1914, por iniciativa do então Director General Raposo Botelho, foi adquirido o excelente mobiliário e as magníficas estantes, concebidas na Escola Industrial Marquês de Pombal, especialmente para aquelas instalações, às quais empresta um ambiente de elegância mas também de solenidade, próprias de uma catedral que, neste caso, é a do conhecimento; tudo reforçado pela quietude dos livros alinhados ao longo de 17 estantes contínuas, de madeira clara, cada uma com 8 prateleiras; num dos topos, a "Estante de Honra", onde se arrumam as publicações produzidas por Ex - alunos e Professores.

Encontra-se ainda constituída a Galeria de Honra, composta pelas figuras de todos os Directores do Colégio, situadas no topo superior das estantes.

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Por iniciativa do Director, General José Justino Teixeira Botelho, em 3 de Março de 1926, data em que se comemorava o 1º centenário da morte do Fundador e o 124º aniversário da fundação do Colégio Militar, foi dado à Biblioteca o nome " Sala General Raposo Botelho ".

A Biblioteca Colegial veio ganhando prestígio, interna e externamente, sendo-lhe conferido, em 1927, o diploma comemorativo da 1ª Exposição de Ex-libris, realizada na Imprensa Nacional de Lisboa, no mês de Outubro desse ano.

A Biblioteca do Colégio Militar, graças às aquisições que foram sendo efectuadas, às ofertas de instituições públicas e privadas, e às dádivas de antigos alunos, reúne um elevado número de obras, possuindo especial orgulho em manter «intacto e em boas condições de conservação, todo o acervo recebido da Comissão Encarregada dos Depósitos das Livrarias dos Extintos Conventos», tal como lhe foi confiado, em 1834, pelo responsável da Comissão, Francisco de Sousa Loureiro.

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A Biblioteca é um dos espaços de apoio ao ensino ministrado no Colégio, que, desde muito cedo, tem merecido particular atenção e carinho. Situada na zona nobre do vetusto claustro e mercê do precioso acervo bibliográfico, a Biblioteca tem tido um papel importante no apoio científico e cultural aos Alunos, Oficiais, Professores e restante população escolar.

2 - Funcionamento

O funcionamento da Biblioteca rege-se pelo disposto no Capítulo III do Título V do Regulamento Interno do Real Colégio Militar, de 1901, não revogado até ao presente, embora com as alterações decorrentes da evolução dos tempos introduzidas entretanto.

Por princípio, as aquisições de monografias, periódicos e revistas, no decorrer do ano lectivo, são feitas pela Biblioteca, por sugestão de Professores ou Chefes de serviço depois de apreciarem a sua qualidade científica, importância e rendibilidade no apoio aos Alunos ou interesse para o Colégio.

Cabendo à Biblioteca a gestão de todas e quaisquer publicações junto da Repartição de Documentação e Bibliotecas, quaisquer aquisições efectuadas são aumentadas à carga da Biblioteca onde são catalogadas.

Actualmente, a Biblioteca tem uma gestão moderna baseada no sistema « Docbase » que permitirá, em breve, a interligação, a nível nacional, com todas as Bibliotecas do País.

Horário de Funcionamento da Biblioteca

Manhã

08h00 às 13h00

Tarde

14h30 ás 17h00

 

3 - Movimento Patrimonial

O acervo, constituído por obras de todos os ramos da instrução, vai crescendo, não só com ofertas de bibliotecas, como com livros soltos de ex-alunos, de instituições, aquisições efectuadas pelo Colégio, perfazendo, actualmente, um total de 19.713 títulos e cerca de 50.345 volumes.


Sala de Leitura

1 - Breve Referência Histórica

No ano de 1886 dá-se a publicação das normas reguladoras da Secção de Leitura, da autoria do Tenente-Coronel Couceiro da Costa.

Em 1892 é proibida a frequência da Sala de Leitura aos alunos sem “boa e regular aplicação literária” e em 1911 são instituídas as Bibliotecas de Companhia na dependência da Biblioteca Colegial pelo Director, Coronel Marques Leitão, sendo melhoradas em 1944 com o objectivo de “escrever bem e falar bem a nossa língua", por iniciativa do Bibliotecário Alferes Cristóvão de Sousa Lima

Em 1984 / 1985 foi criada a Sala de Leitura pelo Professor Manuel Carlos Dias, integrada no Salão Nobre da Biblioteca. É um lugar privilegiado, onde alunos, professores e oficiais do Colégio Militar podem consultar / pesquisar os principais recursos de informação. Neste espaço encontram informação variada, devidamente organizada, que facilita o trabalho individual ou em grupo. Possibilita a consulta de jornais diários, semanários, revistas e a utilização de materiais áudio, vídeo, computador e internet.

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2 - Funcionamento

A biblioteca escolar proporciona informação e ideias fundamentais para se ser bem sucedido na sociedade actual, baseada na informação e no conhecimento. Incentiva a imaginação, a curiosidade intelectual dos alunos, estimula competências para a aprendizagem ao longo da vida, permitindo-lhes tornarem-se cidadãos responsáveis.

Horário de Funcionamento da Sala de Leitura

Manhã

08h00 às 13h00

Tarde

14h00 ás 19h00

A Internet é, hoje em dia, um dos maiores repositórios de informação. É um serviço muito procurado por todos os que frequentam esta Instituição, nomeadamente pelos alunos. Existem duas funcionárias a trabalhar na Sala de Leitura que zelam constantemente pelo bom funcionamento deste espaço, cuidando do material e no auxílio à busca de informação.

3 - Recursos Educativos

Tem havido um enriquecimento dos recursos bibliográficos desta Sala a partir de ofertas regulares de obras à Instituição, bem como de aquisições da Sala de Leitura baseadas nas propostas dos diferentes grupos de docência, nas necessidades educativas e culturais dos alunos

Livros (cerca de 7000 volumes)

Jornais diários e semanários

Revistas de Cultura Geral, Natureza, Informática, Matemática, Física, Desporto,

"O Colégio Militar", "Jornal do Exército", " O Centurião"

Anuários

Leitor de CD e de música áudio

TV, vídeo e DVD

2 Computadores, com Ligação à INTERNET

Existem na Sala de Leitura registos em vídeo " Formato VHS ", CD e DVD com os temas seguintes:

Acção

Comédia

Ficção Científica

Adolescência

Desporto

História e Arqueologia

Arte

Drama

Infantil e Juvenil


 

 
 

1- Entrada

 

O Museu foi inaugurado em 9 de Outubro de 1953 pelo Presidente da República Marechal Craveiro Lopes. A sua criação foi da iniciativa do Capitão Professor Júlio Martins, tendo ficado instalado inicialmente no Ginásio e posteriormente no edifício situado no " Pátio das osgas ". Em 1978 transitou para as actuais instalações.

Neste átrio, nas vitrinas e expositores encontram-se numerosas medalhas e lembranças que foram oferecidas aos alunos quando de visitas efectuadas a diversas unidades e Estabelecimentos Militares, Entidades civis ou quando de visitas ao Colégio.

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2- Comandantes de Batalhão

 

Nesta sala podem ser observadas as fotografias dos Comandantes de Batalhão de Alunos desde 1863, data em que esta graduação foi instituída. O primeiro a merecer esta honrosa distinção foi o grande sertanejo Serpa Pinto que inicia a ilustre galeria. A Família Real está aqui também em destaque, nas pessoas do Rei D. Carlos e Príncipe Luís Filipe, que foram Comandantes de Batalhão honorários e cujas réplicas das suas espadas se encontram expostas neste espaço. Ao centro da sala podem ser admirados cadernetas escolares, " calixtos " e fotografias pertença de antigos alunos.

 

3 - Uniformes

Da direita para a esquerda:

* Uniforme em uso entre 1803 e 1813, pelos alunos do Colégio de Educação do Regimento de Artilharia da Corte ou Colégio Militar da Feitoria

* Uniforme em uso desde 1814 data em que o Real Colégio Militar, já oficializado no ano anterior, veio instalar-se na Luz.

* Uniforme em uso desde 1837 a 1852.

* Uniforme em uso desde 1852 a 1866 com as alterações introduzidas em 1861.

* Uniforme em uso desde 1870 com as alterações de 1906.

* Uniforme desde 1906 e actualmente em uso.

 
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4 - Ex-Alunos Ilustres

 

Da esquerda para a direita:

 

* Celestino Paes de Ramos - aluno 68 / 1906 - Oficial do Exército, Piloto Aviador da Arma da Aeronáutica

* D. Domingos de Sousa Coutinho - aluno 262 / 1906 - Oficial do Exército, Cavaleiro Olímpico

* Júlio C. A. Dias Botelho Moniz - aluno 106 / 1911 - General Ministro da Defesa

* Salvador Barata Feyo - aluno 105 / 1911 - Professor Escultor

* Raul de Carvalho Soares - aluno 155 / 1912 - Artista Dramático

* Helder Eduardo de S. Martins - aluno 225 / 1912 - Oficial do Exército, Cavaleiro Olímpico

* Tomáz de Aquino C. Alcaide - aluno 236 / 1912 - Cantor Lírico

* Carlos Teixeira Branquinho - aluno 328 / 1913 - Embaixador

* Plácido da Cunha e Abreu - aluno 128 / 1915 - Oficial Piloto Aviador

* José Beltrão - aluno 231 / 1916 - Oficial do Exército, Cavaleiro Olímpico

* Júlio David Gonçalves Magno - aluno 344 / 1916 - Médico Militar, Escritor, Ensaísta

* Carlos Mário Sanches Costa Macedo - aluno 394 / 1916 - Oficial Piloto Aviador

* Humberto Delgado - aluno 398 / 1916 - General, Diplomata e Político

* Arantes de Oliveira -aluno ext / 1917 - Engenheiro Fundador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Ministro das Obras Públicas

* João Eduardo G. Correia Barrento - aluno 17 / 1917 - General, Cavaleiro Olímpico

* António Sebastião Ribeiro de Spínola - aluno 33 / 1920 - Marechal, Presidente da República

* Olavo d'Eça Leal - aluno 40 / 1918 - Escritor, Desenhador e Locutor Radiofónico

* Armando Ducla Soares - aluno 94 / 1922 - Médico, Professor Universitário

* Manuel Rocha - aluno 166 / 1923 - Engenheiro, Director do Laboratório Nacional de Engenharia Civil

* Fernando Simões da Cruz Ferreira - aluno 218 / 1924 - médico, Professor Catedrático de Patologia e Clínicas Tropicais

* Francisco da Costa Gomes - aluno 254 / 1924 - Marechal, Presidente da República

 
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1 - Entrada

 

No dia 3 de Março de 1995 no 192º aniversário do Colégio Militar, foi inaugurado pelo Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército - General Octávio Gabriel Calderon de Cerqueira Rocha o pavilhão das aulas, contemplando a existência do Museu de História Natural, com dois pisos.

À entrada do museu deparamo-nos com belos exemplares de Crocodylus niloticus ( Crocodilo do Nilo ), além de outros exemplares pertencentes a outras classes de animais ( exemplar do Nandu e cabeças de outros mamíferos, búfalos e antílopes ).

Há, ainda a registar, a presença de fósseis de peixes e marcas fossilizadas de anelídeos.

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2 - Expositores

 

À frente, o de Rochas e Minerais, onde se podem encontrar Rochas Eruptivas Plutónicas, Rochas Eruptivas Vulcânicas, Rochas Sedimentares e Rochas Metamórficas.

Relativamente aos Minerais há uma enorme variedade de Nesosilicatos, Minerais Molibdatos, Tungstatos, Arsenatos, Fosfatos, Sulfatos, Carbonatos, Halóides, Óxidos, Sulfuretos, Sulfósais. Nos armários envidraçados existe uma colecção de animais mamíferos embalsamados, assim como diversos esqueletos e crânios.

 

3 - Salão do Piso Térreo

 

O rico museu do pavilhão das aulas inclui magníficos exemplares de várias classes de animais, destacando-se este esqueleto de um mamífero - Hippopotamus amphibius ( Hipopótamo ).

Neste salão observam-se quadros murais tridimensionais ( ouvido, língua ) e modelos tridimensionais ( cabeça, tórax, abdómen, membro superior ) e modelos tridimensionais do bicho da seda, caracol, abelha e aranha.

Verifica-se a existência de manequins antigos de gesso e esqueletos verdadeiros. Há, neste espaço, um predomínio da parte óssea - cabeça de elefante, cabeça de hipopótamo, defesas dos elefantes, vértebra de cetáceo.

Há, ainda a destacar insectários e muitos modelos embalsamados de Mamíferos, Aves, Répteis e Peixes. Parte deste espólio é oriundo de dádivas de ex-alunos e militares.

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4 - Sala Nobre

 

Nos expositores de répteis podem observar-se modelos em gesso, representando:

 

* Archaeopteryx macrura

* Clyptodon

* Magatherium americanum

* Diplodocus march

* Brontosauros

 

 

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À direita um exemplar de uma Girafa com 5 semanas de idade - oferta do Museu Álvaro de Castro, Lourenço Marques, 29 de Agosto de 1951.As vitrinas foram pensadas do ponto de vista da iluminação e estética. Nesta sala são feitas exposições temporárias, rodando periodicamente as várias colecções. Nas vitrinas campanuladas existentes, na parte central, está exposta uma pequena galeria de Aves.

Destacam-se também exemplares da Preguiça, Leopardos, Gibóia, Avestruz-Macho, Esturjão, Pelicano e um conjunto de Corais. O objectivo deste espaço é a renovação na exposição temporária, predominando Mamíferos e Aves, consoante a recuperação dos exemplares a serem expostos.

 

 

 

No primeiro andar encontram-se as instalações da Física, incluindo um museu de material que é também de tradições e memórias dos antigos alunos, enobrecidas por uma colecção de azulejos retratando Químicos ilustres.

O rico museu do pavilhão inclui, entre muitas peças preciosas, um magnífico exemplar da máquina Atwood que julgamos ser exemplar único em Portugal e muito raro no mundo, que impressiona pelo seu aspecto e pelo tamanho da vitrine que a envolve.

A seguinte história é altamente significativa acerca do seu valor. Um engenheiro físico da Leybold, companhia alemã que há cerca de 90 anos fabricou e vendeu aquela peça, veio um dia visitar o Colégio Militar. Ao reparar na máquina e na sua origem, ficou petrificado em frente dela e, sem disfarçar uma enorme estupefacção, comentou o seguinte: " temos na Leybold um museu com material muito antigo por nós fabricado; conheço muito bem tudo o que lá existe; infelizmente não temos uma máquina igual nem sequer parecida com esta." Ao seu lado direito observa-se a luneta de Zeiss.

 
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